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A super bactéria

Medo, pânico… Foi assim o que aconteceu no surto da gripe H1N1, e é isso que está acontecendo novamente.

A gripe suína era nada mais nada menos que um vírus, um pouquinho mutado (mais forte que o vírus da gripe normal), porém um tanto quanto controlável, gerou mortes em pessoas com baixa resistência, porém, foi controlado, a vacina e hoje já faz parte do nosso passado.

A super bactéria, é uma bactéria resistente a  todos os antibioticos, e tá gerando mortes por aí.

Em artigo publicado pela revista científica Lancet , um grupo de cientistas chamou a atenção para o isolamento de um gene (NDM-1) em dois tipos comuns de bactérias –Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli (E.coli). Essa mutação é responsável por tornar as duas bactérias resistentes aos principais grupos de antibióticos, os carbapenens – normalmente utilizados como última tentativa em tratamentos de emergência em pacientes em que os antibióticos não fazem mais efeito.

A bactéria é transmitida dentro de um ambiente hospitalar, porém, devido a globalização, ela pode se dar ao luxo de viajar.

O grande problema de infecções causadas por bactérias como essas é que geralmente “restam pouquíssimas opções terapêuticas”. Ou seja, não há tratamento.  Há uma disponibilidade bastante restrita de drogas para o tratamento de infecções por bactérias resistentes e faltam estudos na área para saber sobre a eficácia delas.

O nome dado a essa digníssima é KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase).

Então como posso me prevenir?

Quem corre mais risco de infecção são pacientes que estão com sonda, catéter, pulsão venosa ou em outra situação que possa favorecer a infecção bacteriana.

Mas para quem visita o paciente, o risco é de ser colonizado pela bactéria, algo muito diferente de ser contaminado. Ou seja, a bactéria pode estar presente nas mãos, nos braços e no trato digestivo do visitante que manteve contato com o paciente, mas ele só correrá o risco de contaminação se sua saúde estiver debilitada e ele estiver com a imunidade baixa.

Para os profissionais da saúde:  devem tomar os mesmos cuidados dos visitantes quanto à higienização das mãos, além de utilizar luvas e máscaras para uma prevenção mais efetiva, o uso do alcool 70% também é muito importante.

O isolamento de pacientes com suspeita de contaminação é outra medida de segurança.

Resumindo:

  • A Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é uma bactéria resistente a 95% dos antibióticos existentes no mercado farmacêutico
  • A identificação de casos é feito por meio da análise de material do sistema digestivo
  • Entre os pacientes que têm a KPC no corpo, a maioria —cerca de 90% deles — não desenvolve infecções
  • Há casos de infecções mais leves, como as que atingem o sistema urinário, até graves pneumonias, que podem levar à morte
  • Para tratar os pacientes com infecção, há poucos antibióticos disponíveis. O principal deles, que age contra a KPC, é a polimixina

Bom será que dessa vez a Organização Mundial de Saúde (OMS) vai ficar escondendo dados igual foi na gripe suína, ou vai contar a verdade de quantas pessoas realmente estão morrendo e vão morrer com a bactéria?

Texto enviado por Jennifer Lara www.aconteceunadrogaria.wordpress.com

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  1. 22/10/2010 às 7:26

    >.< Estou besta! Obrigada pelas informações!

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