Dilma defende quebra de patentes de medicamentos.

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender a quebra de patente de alguns medicamentos para tratamento de algumas doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão e acesso gratuito a medicamentos para população de baixa renda para tratar essas doenças. Dilma falou nesta segunda-feira (19) na abertura da reunião sobre o tema na sede da ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo ela, 72% das causas não violentas de óbito entre pessoas com menos de 70 anos são com pessoas com essas doenças.

“O Brasil defende acesso a esses medicamentos”, disse Dilma, lembrando que uma das primeiras medidas do seu governo foi aumentar acesso para pacientes com hipertensão e diabetes, possibilitando o acesso gratuito a esses medicamentos, por meio do Programa Saúde Não Tem Preço, que distribui remédios a 20 mil farmácias publicas e privadas. “A defesa ao acesso dos medicamentos e prevenção devem andar juntos”, ressaltou.

Chefes de Estado e Governo e ministros da saúde de todo o mundo debateram nesta segunda-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas a implementação de medidas para a prevenção de doenças não transmissíveis. As quatro doenças em nível mundial abordadas durante o fórum são as cardiovasculares, as pulmonares crônicas, o câncer e o diabetes, consideradas pela ONU uma ameaça para o desenvolvimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 36 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência destas doenças, principalmente nos países mais pobres. O secretário-geral da ONU ressaltou que o tratamento contra essas enfermidades não é caro e a prevenção pode não ter nenhum custo, além de inclusive economizar dinheiro.

Ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também falou que é fundamental flexibilizar as patentes dos medicamentos destinados às doenças crônicas não transmissíveis para que mais brasileiros tenham acesso aos tratamentos. Segundo ele, foi a flexibilização das patentes que permitiu que hoje 200 mil pessoas com o vírus HIV tenham acesso aos medicamentos.

Padilha acompanhou a presidente na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis, da ONU. O ministro acrescentou que a adoção de uma espécie de banco de preços – comparando o valor cobrado por medicamentos estrangeiros e nacionais – levou o governo a economizar R$ 600 milhões.

“A prioridade deve ser a saúde pública. Ela deve vir em primeiro lugar”, disse o ministro. A presidente, em seu discurso, destacou que a saúde da mulher está entre os temas mais importantes do governo. Dilma ressaltou ainda que está determinada a reduzir os números referentes aos casos de câncer de mama e o de colo do útero, além da mortalidade infantil.

Para a presidente, a defesa do acesso a medicamentos e a promoção da saúde, assim como a prevenção, devem caminhar juntas. Segundo ela, no Brasil 72% das causas não violentas de morte entre pessoas com menos de 70 anos ocorrem em função das doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e câncer.

Dilma disse também que o governo atua para reduzir os fatores de risco com maior influência no aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis, como o tabagismo, o uso abusivo de álcool e a falta de atividade física, além da alimentação não saudável.

Droga faz cérebro ‘esquecer’ más lembranças

Cientistas descobriram um remédio que ajuda a curar o sofrimento causado por más lembranças. De acordo com o estudo publicado no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, sob o efeito da droga metirapona, indivíduos que têm más recordações reduzem a habilidade do cérebro de repassar esses momentos. A pesquisa, desenvolvida pela Universidade de Montreal e pelo Centro de Estudos do Stress Humano do Hospital Louis-H. Lafontaine (ambos no Canadá), desafia a teoria de que as memórias não podem ser modificadas uma vez armazenadas no cérebro.

Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas contou uma história com aspectos neutros e negativos para 33 homens. Três dias depois, eles foram divididos em três grupos: os que ficaram no primeiro grupo receberam uma dose única de metirapona; os do segundo grupo ingeriram uma dose dupla; e os que caíram no terceiro grupo tomaram um placebo. Depois disso, eles recontaram a história.

O desempenho da memória de cada indivíduo foi avaliada novamente quatro dias depois, tempo suficiente para que a droga desaparecesse do organismo. “Descobrimos que aqueles que tomaram a dose dupla do remédio não conseguiam se lembrar direito das partes negativas do texto, enquanto se lembravam perfeitamente das partes neutras”, disse Marie-France Marin, chefe da pesquisa.

A metirapona é uma droga que reduz bastante os níveis de cortisol, um hormônio do stress que está envolvido no processo da lembrança. Manipular a quantidade de cortisol perto do momento em que novas lembranças se formam pode diminuir as emoções negativas associadas a elas. “Os resultados mostram que quando diminuímos os níveis do hormônio assim que lembramos de algo negativo, podemos enfraquecer essa má lembrança com um efeito duradouro”, disse Sonia Lupien, diretora da pesquisa. “Foi uma surpresa perceber que a redução das lembranças negativas se manteve mesmo com a normalização dos níveis de cortisol, dias depois”, disse Marie.

A pesquisa oferece esperança para pessoas sofrendo de doenças como o transtorno do stress pós-traumático. “Nossa descoberta pode ajudar indivíduos a lidar com eventos traumáticos ao oferecer a elas uma oportunidade para ‘sobrescrever’ as memórias negativas durante a terapia”, explicou Marie. Um grande problema, contudo, é que a metirapona não é mais produzida comercialmente. No entanto, os resultados apontam uma direção para futuros testes clínicos. “Outras drogas reduzem o nível de cortisol e mais estudos com esses compostos vão melhorar o entendimento dos mecanismos do cérebro envolvidos na modulação das lembranças ruins”, afirmou Marie.

Zumbido no ouvido.

Há um tempão atrás coloquei aqui uma reportagem sobre zumbido no ouvido, tenho notado que muita gente tem entrado neste post, mais do que eu imaginava! Então resolvi procurar algo mais detalhado e explicativo sobre este assunto.

Me surpreendi quando vi em algumas estatísticas realizadas que mais de 28 milhões de brasileiros andam escutando zumbidos em diversas intensidades.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a percepção de um som que não está sendo gerado no ambiente afeta 278 milhões de pessoas. No Brasil, são 28 milhões que convivem com o sintoma. Porém há tratamentos que envolvem até mesmo o emprego de ruídos para “competir” com o chiado característico do zumbido.

Conhecido na comunidade científica internacional como tinnitus, o sintoma no ouvido nem sempre tem origem em ruídos estridentes. Segundo o médico e professor Ricardo Bento, chefe do departamento de otorrinolaringologia da USP, muitas doenças podem causar zumbido e várias causas podem se manifestar em um único indivíduo.

Quando causado por barulho excessivo, o zumbido ocorre em função de uma lesão nas células da cóclea, decorrente de uma pressão forte no tímpano. Sendo um sintoma que varia de intensidade entre os pacientes, o zumbido pode ser permanente ou temporário.

“Tanto é possível que o trauma desapareça depois de alguns dias após a exposição ao ruído, como o paciente pode ter uma lesão crônica que vai durar o resto de sua vida”, explica o professor.

Dono de uma empresa de revenda de material elétrico, José de Lourdes Toledo, de 70 anos, convive há 16 meses com zumbido. Nos últimos três, o chiado – “parecido com uma abelha violenta” – cresceu e nem mesmo a consulta a médicos especializados serviu para identificar a causa do problema.

“Sempre usei protetor de ouvido no meu trabalho, uso também ao entrar em lugares muito barulhentos”, afirma o comerciante. “Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar o problema.”

Toledo afirma que a presença do chiado atrapalha, especialmente em situações de silêncio.  “Durante a noite, eu acordo e perco o sono, incomoda tremendamente”, diz o morador da cidade de Limeira (SP).

Uma possível solução para o caso de José pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.

O método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido (TRT, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff e consiste no uso de sons alternativos para competir com o zumbido. O paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado “diminui ou desapareceu”.

Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.

Segundo Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e porta-voz da Audibel, pessoas com problemas no ouvido geralmente não desejam notar que estão usando um produto para corrigir o sintoma.

“Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva”, afirma a fonoaudióloga. “O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao zumbido.”

Há quem evite se informar ou mesmo tratar o problema. “É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há casos até de suicídio”, afirma Ricardo Bento. “O importante ao paciente é saber que sempre há algo a ser feito.”

O médico também destaca a diferença entre o sintoma e a perda auditiva. “Uma pequena parcela das pessoas que vivem com zumbido escutam dentro dos padrões de normalidade” explica Ricardo. “O zumbido nunca é causa da perda de audição, pode ser apenas uma consequência, uma tentativa do ouvido de compensar um problema.”

Outra dúvida recorrente é quanto à hereditariedade do sintoma, quando intenso. “Mais de 95% dos casos de perda de audição está associada a problemas do próprio ouvido do paciente”, diz o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Cuidados
Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.

Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.

No caso de situações de zumbido extremo, exames metabólicos e de imagens são necessários para esclarecer o procecimento a ser adotado no tratamento do paciente, afirma o especialista.

 

Medicamento para tratar diabetes é contraindicado para emagrecer.

Olá pessoal!!!! Sei que desapareci do blog. Mas fiquei muito sem tempo, agora ja estou com o tempo mais folgado, voltarei a postar com frequencia!!!

Para recomeçar vou falar sobre um assunto que minha mãe pediu para que eu postasse. Ela ouviu dizer sobre isso no trabalho dela e que todos estavam super empolgados com o assunto e o medicamento ja havia até esgotado em algumas drogarias!!!!

Sem suar a camisa e sem equilibrar a dieta não há como perder peso de forma saudável. Essa é a premissa básica das sociedades médicas internacionais. Mas sempre há quem queira pegar um atalho e emagrecer com fórmulas mágicas.

A “poção” da vez atende pelo nome de liraglutida (cujo nome comercial é Victoza), um medicamento para o tratamento do diabetes tipo 2, que virou objeto de desejo para quem sonha perder quatro, seis, oito, 10 quilos sem fazer força.

Vale esclarecer que a droga usada para o tratamento do diabetes tipo 2 é eficiente. Funciona assim: no paciente diabético, a insulina produzida pelas células do pâncreas não é suficiente ou não age de modo adequado no organismo, provocando o aumento da quantidade de açúcar no sangue.

O remédio, além de auxiliar o controle glicêmico, proporciona outros benefícios combinados como perda de peso, redução na pressão arterial sistólica e melhora da função das células beta, responsáveis por sintetizar e secretar a insulina.

A liraglutida promove a perda de peso (média de 3 kg ao mês) pelo fato de retardar o esvaziamento gástrico e aumentar a sensação de saciedade após as refeições.

“Liraglutida é um análogo de GLP-1, hormônio natural produzido pelo intestino que colabora para o metabolismo normal da glicose como outros hormônios pancreáticos e gastrointestinais como a insulina, o glucagon, a amilina. O medicamento, indicado na bula para pacientes diabéticos do tipo 2, age no pâncreas estimulando a liberação de insulina apenas quando os níveis de açúcar no sangue estão altos”, explica Marcelo Freire, diretor médico do laboratório Novo Nordisk, que produz o Victoza.

Aplicada uma vez ao dia, por meio de uma caneta de injeção subcutânea, no horário mais conveniente para o paciente, proporciona comodidade ao paciente diabético, estimulando a adesão ao tratamento.

“O que não pode acontecer é a banalização do uso do medicamento. Não faz sentido prescrever a liraglutida com a finalidade de emagrecimento rápido. Vai contra tudo o que sempre pregamos, que é a manutenção da saúde por meio de atividade física regular e alimentação balanceada”, adverte o endocrinologista e médico do esporte Ronaldo Arkader, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

“Todo tratamento visando perda de peso envolve dieta e exercícios. Trabalhamos a adesão a hábitos saudáveis. Qualquer coisa além disso é acessório. Milagres não existem”, reforça o endocrinologista Ricardo Meirelles, presidente da Comissão de Comunicação Social na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Os especialistas advertem que todo remédio pode apresentar efeitos colaterais, mesmo para pacientes aos quais ele é indicado. Entre as reações que o liraglutida pode provocar, Arkader cita prisão de ventre, hipoglicemia, cefaleia, tontura, infecção do trato aéreo respiratório (rinite, sinusite), infecção do trato urinário, dor nas costas, dor de estômago e inchaço ou vermelhidão no local da injeção.

Para perda de peso com finalidade estética – aqueles dois ou quatro incômodos quilinhos – a liraglutida é contraindicada. Mas há pesquisas em andamento com pacientes obesos (com IMC acima de 30) e não diabéticos.

“Esses estudos multicêntricos já foram citados pelo Lancet e Internacional Journal of Obesity, porém ainda não existe uma autorização para o uso do medicamento para emagrecimento. Ao final desses trabalhos, vamos avaliar os resultados, analisar os ricos e benefícios, e submetê-los às agências regulatórias do mundo todo”, diz Freire.

Anvisa aprova parceria para excluir animais de pesquisas

Os diretores da Anvisa aprovaram  a proposta de instituir uma cooperação com o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam),  ligado ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz). A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (9/8), durante a reunião da Diretoria Colegiada.

O Bracvam é o primeiro centro da América do Sul a desenvolver métodos alternativos de validação de pesquisa que não utilizam animais na fase de testes. Muitos países já proíbem a produção e a importação de produtos desenvolvidos com testes em cobaias.

A União Europeia, desde 2004, rejeita a prática de utilizar cobaias em linhas de desenvolvimento de artigos direcionados ao mercado da beleza. Preocupados com essa tendência, algumas indústrias no Brasil têm investimentos para abolir teste com animais na produção de cosméticos.

Ao lado da questão ética do sofrimento das cobaias, as pesquisas que utilizam animais são vistas como menos refinadas do ponto de vista técnico científico, como explicou a diretora de Ensino do INCQS, Isabella Delgado, durante sua exposição sobre o Bracvam na Anvisa.

“Buscamos mais avanço técnico, resultados mais confiáveis, menos susceptíveis a erros, de menor custo e de mais fácil difusão em outros países”, disse Isabella Delgado. “Encontramos 14 pesquisas de métodos alternativos no país e nossa ideia é reunirmos essa expertise, pesquisarmos juntos”.

Segundo Eduardo Leal, diretor do INCQS, universidades públicas brasileiras e centros de produção de vacinas, como o Instituto Butantan e o Adolph Lutz, têm estudos para validação de métodos alternativos. “Com a Anvisa, vamos aproximar essa metodologia da regulação de produtos”.

A diretoria da Anvisa se comprometeu a levar ao INCQS  a proposta de formação de um comitê gestor na Agência para este projeto de  cooperação ser implementado com o Bracvam no próximo mês de setembro.

A agenda está marcada para  a manhã do  próximo dia 13 de setembro, na sede do INCQS,  quando a reunião pública da Diretoria Colegiada da Anvisa será realizada na sede do Instituto, no Rio de Janeiro.

A transferência da Dicol pública para o INCQS é uma homenagem prestada pela Agência aos 30 anos de existência do Instituto, comemorados com uma semana de atividades, entre os dias 12 e 16 de setembro.

Intoxicação alimentar.

Olá Pessoal!!! Depois de passar 2 dias no hospital e mais algumas idas e vindas de la…resolvi escrever aqui sobre intoxicação alimentar!

A intoxicação alimentar é uma infecção causada ao consumir alimento contaminado com bactéria patogênica, toxinas, vírus, príons ou parasitas. A contaminação geralmente decorre do modo inapropriado de manusear, preparar ou estocar comida. Intoxicação alimentar também pode ser causada ao adicionar pesticidas ou medicamentos ao alimento, ou ao acidentalmente consumir substâncias naturalmente venenosas como alguns cogumelos e peixes.  O contato entre alimento e pestes, especialmente moscas, ratos e baratas, também é causa de contaminação do alimento.
Os “contaminantes” mais comuns são as bactérias, especialmente a Salmonela, Shigella, Estafilococos, Campylobacter jejuni, Clostridium, E. coli, Yersinia entre outros…
Os sintomas da intoxicação alimentar geralmente começam várias horas depois da ingestão e, dependendo do agente envolvido, pode incluir alguns dos seguintes: náusea, dor abdominal, vômito, diarréia, febre, dor de cabeça e cansaço. Na maioria dos casos o corpo é capaz de recuperar-se completamente depois de um curto período de doença aguda e desconforto. Porém, intoxicação alimentar pode resultar em problemas de saúde permanentes ou até a morte, especialmente em bebês, mulheres grávidas (e o feto), idosos, pessoas doentes ou com o sistema imunológico fraco.
O tempo entre o consumo de alimento contaminado e o aparecimento dos primeiros sintomas da doença é chamado período de incubação, o qual varia de algumas horas a dias (e raramente meses ou até anos), dependendo do agente e o quanto foi consumido. Se os sintomas aparecerem entre 1-6 horas depois de ingerir o alimento, isso sugere que a intoxicação alimentar foi causada por uma toxina bacteriana ao invés de bactéria viva.
Durante o período de incubação, micróbios passam pelo estômago até o intestino, prendem-se às células do revestimento da parede do intestino, e começam a se multiplicar lá. Alguns tipos de micróbios ficam no intestino, outros produzem toxina absorvida pela circulação sanguínea e uns podem invadir diretamente tecidos mais profundos do corpo.

Como evitar a intoxicação alimentar

Muitas pessoas chegam a achar exagerados alguns dos cuidados que relacionamos abaixo. Mas, considerando os perigos que sua não observância acarreta, eles até que valem a pena. Mas ainda: são precauções muito fáceis de tomar e exigem muito pouco esforço.

  •     Lave sempre as mãos depois de ir ao banheiro e antes de preparar os alimentos. Se você tiver um ferimento nas mãos ou nos braços, proteja – o com esparadrapo e use luvas de borracha.
  •     Lave bem frutas e verduras em água corrente, sobretudo se você pretende ingeri-los crus.
  •     Certifique – se de que os alimentos estão sendo cozidos da maneira certa. Em caso de dúvidas sobre a temperatura da água ou o tempo de cozimento corretos, consulte um bom livro de culinária.
  •     Degele completamente a carne de aves antes de levá- la ao fogo. As carnes de vaca, carneiro e peixe podem ser cozidas logo depois de serem tiradas do congelador.
  •     Se você fez um ensopado e pensa utiliza – lo em mais de uma refeição, cozinhe rapidamente, cubra e conserve num lugar frio, de preferência na geladeira. Esta precaução é particularmente importante se você pretende come-lo frio, ou deixá-lo para o dia seguinte.
  •     Se quiser manter a comida quente para alguém que chegará depois, mantenha – a aquecida a uma temperatura superior a 60ºC.
  •     Quando você for requentar a comida, faça-o de maneira que ela seja totalmente reaquecida e requente apenas a quantidade que você irá comer realmente.
  •     Não deixe a carne crua entrar en contato com a que está cozida ou assada. Evite comprar em estabelecimento onde carnes cruas e cozidas ficam juntas.

Alimentando-se fora de casa

Se quando comemos em casa é importante termos cuidado com a higiene dos alimentos e utensílios que manipulamos então esse cuidado deve ser ainda maior quando jantamos ou almoçamos fora de casa.
É imperioso verificar as condições de higiene do estabelecimento, incluindo a aparência, higiene e postura dos funcionários.

Por uma questão de precaução opte por alimentos bem passados ou bem cozidos. Uma boa forma de verificar se o alimento está bem passado é cortar ao meio um bife, hamburguer ou outro pedaço de carne. Se houver o menor sinal de sangue ou partes avermelhadas, deve-se solicitar que o produto seja mais bem passado. O peixe deve estar solto, em pedaços e não mole, quando cortado.
Os ovos, por seu turno, devem ser solicitados para serem bem fritos, não devendo ser consumidos se aparentarem estar mal cozinhados. Saladas ou outros alimentos devem ser evitados se tiver dúvidas quanto à sua lavagem.
Tenha cuidado com o consumo de peixe cru fora de casa. Mariscos crus, assim como carne crua de vaca ou frango podem estar contaminadas com bactérias patogénicas. Apesar de constituirem verdadeiras delícias para os apreciadores, ostras, sushi e sashimi são pratos que só devem ser consumidos se o restaurante for da sua confiança.

P&G convoca recall para enxaguante bucal da Oral-B

A Procter & Gamble iniciou nesta terça-feira a campanha de recall de enxaguante bucal da marca Oral-B. O produto pode trazer risco aos consumidores com sistema imunológico debilitado, de acordo com informações do Procon-SP.

Os problemas se referem a produtos fabricados na Colômbia, pelo laboratório Rety. A origem da fabricação do antisséptico está no verso da embalagem. A P&G também está retirando o enxaguante dos Estados Unidos, Colômbia, China, Canadá, Chile e México.

“A empresa informa que, ao realizar testes microbiológicos (cultura de bactéria) de qualidade, por amostragem, alguns lotes de seus produtos – sabor menta e hortelã, fabricados pelos Laboratórios Rety de Colombia S/A – apresentaram níveis microbiológicos acima dos limites de controle estabelecidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, disse o comunicado do Procon-SP.

A recomendação da empresa é que os clientes que identificarem o produto devem descartar o líquido e guardar a embalagem. No Brasil, os problemas ocorrem com as versões de 2 litros, 750ml e 500ml do enxaguante Oral-B. Os consumidores serão reembolsados pela empresa.

Os telefones de contato são 0800-727-1085, 0800-727-1086 e 0800-727-1164. A campanha não tem um prazo limite