Arquivo

Posts Tagged ‘farmacêuticos’

Ponto de vista sobre a série do Fantástico.

Olá Pessoal!!

Hoje vi na internet a carta que o Farmacêutico Dr. Marcelo Polacow Bisson escreveu mostrando um outro ponto de vista sobre a série de reportagens que vem aparecendo no Fantástico sobre fitoterapia, medicina alternativa e medicamentos naturais. Decidi coloca-la no Blog para tentar divulgar ainda mais esta opinião, pois algumas informações estão sendo muito mal explicadas a população brasileira que é bem leiga no assunto.

Nós, como farmacêuticos, DEVEMOS nos manifestar e ter um direito de resposta.

Ponto de Vista sobre a Série de Reportagens sobre Fitoterapia do Dr. Dráuzio Varela no programa Fantástico

Prezados colegas causou extremo espanto a mim e a milhares de farmacêuticos do Brasil, a maneira tendenciosa na qual foi abordado a fitoterapia no Brasil, através da série de reportagens sobre o assunto e apresentada pelo Dr. Dráuzio Varela.  A  tentativa de mostrar que a fitoterapia não tem bases cientificas e que somente substâncias isoladas de plantas medicinais e com testes toxicológicos e farmacológicos (pré-clinicos e clínicos) são seguros e eficazes não é o entendimento de grande parte dos pesquisadores e profissionais que militam na área. Como farmacêutico e estudioso da farmacologia, posso te dizer que comecei a estudar o assunto em 1985 quando estava no primeiro ano do meu curso de farmácia na USP em Ribeirão Preto, quando tive acesso a disciplina de farmacobotânica e posteriormente nas disciplinas de farmacognosia e tantas outras com interface no tema.

Vou tentar fazer o contraponto a alguns aspectos e informações mostradas nessa série de programas sobre plantas medicinais. O Dr. Dráuzio apresentou em um dos episódios da série um estudo feito no hospital de clínicas de Porto Alegre sobre a Graviola (Annona muricata) demonstrando que a mesma aumentava a quantidade de celulas tumorais. Pois bem, pesquisando no Medline que é a base de dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos e que tem indexado a maior parte das publicações relevantes sobre todos os assuntos atinentes à área da saúde desde 1966, somente as palavras chaves Annoba muricata, pude verificar que existem 68 trabalhos cientificos indexados, demonstrando potencial medicamentosa na maioria dos trabalhos, que vão desde propriedades antibacterianas até antiinflamatórias e analgésicas, e claro como tudo na farmacologia, também existem relatos de falta de eficácia em alguns modelos e também dados de efeitos adversos.

Não duvido da idoneidade e da seriedade do estudo conduzido no RS e mostrado naquela reportagem, porém uma hipótese cientifica tem várias facetas, por exemplo, você pode dizer que naquele modelo testado, com aquela linhagem de células tumorais não houve resposta satisfatória, MAS dizer que em um programa que é assistido por milhões de pessoas no Brasil em horário nobre que a graviola não tem fins medicinais me soa tendencioso e mostra só um lado da moeda, e presta um deserviço para a sociedade. E os outros 68 trabalhos? Não merecem ser citados?  Continuando minhas indagações, quando pesquisei na mesma base Medline as palavras chaves  “herbal medicine” em português plantas medicinais, encontrei  extamente 15.115 trabalhos cientificos sobre o tema (pesquisa realizada em 01 de outubro de 2010, e posso te garantir que a maioria deles mostra a eficácia das plantas medicinais, e o mais importante, muitos estudos usaram extratos da planta e não moléculas isoladas. Acreditar que só moléculas isoladas e passadas por todas as etapas da pesquisa farmacológica, o que demora em média 10 anos e consome cerca de US$ 1 bilhão das indústrias farmacêuticas, signifca relegar milhões de pessoas no mundo a falta de um tratamento alternativo, e que muitas vezes pode ser o único, vide o exemplo dos povos da floresta e habitantes de regiões distantes de nosso país e carentes de uma assistência médica, odontológica e farmacêutica adequada.

Seria interessante que a Rede Globo de Televisão ou outras mídias dessem a oportunidade de mostrar o outro lado da mesma questão, com a mesma ênfase e oportunidade do grande público brasileiro ter acesso a essas outras informações. Devemos respeitar as opiniões divergentes, desde que seja dado a ambos o direito igual de manifestação.

Atenciosamente

Marcelo Polacow Bisson

polacow@uol.com.br

Vice-Presidente do CRF-SP (2º mandato, tendo sido diretor secretário geral em 2001-2002), professor universitário na área de Ciências da Saúde desde 1989, com graduação em Farmácia-Industrial pela FCFRP-USP em 1988, MESTRADO (1991) pela FOP-UNICAMP e DOUTORADO pela FOP-UNICAMP (1996), sendo bolsista do CNPq e da CAPEs, tendo participado de atividades de ensino e pesquisa na USP, UNICAMP, e outras Instituições de Nível Superior. Membro e Especialista em Farmácia Hospitalar pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar – SBRAFH. Membro da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR). Autor dos livros: “Farmácia Hospitalar: um enfoque em sistemas de saúde” da editora Manole e “Farmácia Clínica & Atenção Farmacêutica” da editora Manole, ambos já na 2a. edição. Participação ativa na montagem e coordenação de cursos de Pós-Graduação, Lato-Sensu e Stricto-Sensu, em programas de extensão universitária, no credenciamento e elaboração de relatórios para entidades fomentadoras de pesquisa. Pesquisador na área de farmacoeconomia, economia da saúde e pesquisa de desfechos. Grande experiência e vivência em disciplinas do núcleo básico das Ciências da Saúde, como Fisiologia, Bioquímica e Farmacologia.Vários trabalhos publicados e participações em congressos e simpósios cientificos como participante, ministrante e coordenador. Professor da Faculdade de Medicina do ABC e das Faculdades Oswaldo Cruz. Oficial Farmacêutico da Policia Militar do Estado de São Paulo desde janeiro de 1992.

Acordo entre Anvisa e FDA.

Oi Pessoal!!!

Encontrei esta noticia na internet e achei de extrema importância, ela foi divulgada dia 24/09/2010 no site do ministério da Saúde.

Finalmente um acordo entre a ANVISA e o FDA foi realizado,  é o começo de uma grande evolução na vigilância sanitária! Quem está por dentro da área sabe como essas mudanças farão toda a diferença na realização de processos e registros. Leiam e comentem o que acharam ok?! Abraço.


A Anvisa e a agência americana FDA (Food and Drug Administration) firmaram, nesta quarta-feira (24), em Washington, acordo de confidencialidade para a troca de informações. Na prática, a medida contribuirá, por exemplo, para agilizar o registro de medicamentos, diminuir a necessidade de inspeções e acelerar a avaliação sobre a retirada de produtos do mercado.

O acordo é a primeira etapa para o reconhecimento mútuo entre as duas agências e envolve três áreas distintas: registro de medicamentos, equipamentos e produtos médicos; inspeções e vigilância pós-mercado.

“Isso tem um impacto brutal porque, se eu tenho acordos que me permitem reconhecer etapas já realizadas pelo FDA e vice-versa, ganho em rapidez, segurança, evito dispersão de recursos e sobreposição de trabalho”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O acordo permite a troca de todas as informações sobre registro de medicamentos entre as duas agências, o que não só facilita a liberação de venda do produto, como evita o retrabalho na análise da documentação das empresas.

Outra novidade é que as agências passam a reconhecer as inspeções realizadas pela sua correspondente no país estrangeiro. No caso de medicamentos, por exemplo, a Anvisa não precisará deslocar técnicos ao exterior para certificar as fábricas do produto. Basta que o produtor tenha a inspeção em dia com o FDA.

Anvisa e FDA passam, também, a trocar informações sobre a pós-comercialização dos produtos. Nas situações em que uma das agências identificar a necessidade de recolhimento de um produto do mercado, sua correlata estrangeira saberá da decisão automaticamente.

“Essa é uma tendência mundial. Na área da saúde são milhares as empresas em todo o mundo que devem ser visitadas. Se as agências tiveram uniformidade e unirem esforços, sem dúvida teremos abrangência bem maior”, disse o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo.

Na avaliação do ministro Temporão, o acordo com uma das duas mais importantes agências de regulação de tecnologia em saúde e vigilância sanitária do mundo expressa um reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pela Anvisa. Em maio deste ano, a OPAS (Organização Pan-americana da Saúde) certificou a agência brasileira como Autoridade Reguladora Nacional de referência. O próximo passo é o reconhecimento pela Organização Mundial da Saúde.

Fonte: ministério da saúde.

Dia Internacional do Farmacêutico!!!


Olá Pessoal!!! Hoje é nosso dia internacional!!!! Parabens a nós Farmacêuticos que trabalhamos MUITO, temos que entender de tudo e nao somos justamente remunerados pra isso, mas…amamos ser farmacêuticos e temos orgulho disso ne?!!

O Conselho da FIP (Federação Internacional Farmacêutica) instituiu, por meio de votação realizada, no dia 28 de agosto de 2010 (sábado), 25 de setembro como o Dia Internacional dos Farmacêuticos. A decisão visa a dar uma unidade entre a categoria, no mundo inteiro.

A FIP está realizando, no Centro de Congressos de Lisboa (Portugal), o seu 70º Congresso, que tem por tema “Da molécula ao medicamento, com vista à maximização de resultados: uma viagem exploratória pela farmácia”. O evento vai até o dia 2 de setembro. O Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, está, em Portugal, participando do Congresso.

Considerado o maior evento farmacêutico do mundo, o 70º Congresso da FIP reúne 3 mil profissionais e cientistas de 200 países. É, por excelência, um importante fórum de reflexão sobre os grandes temas da atualidade farmacêutica e de saúde em geral. Nele, são definidas as principais normas orientadoras que irão reger a profissão. O evento reúne 50 programas, cada um abordando diferentes assuntos em seminários, palestras, mesas redondas, workshops, fóruns, painéis, reuniões.

O Presidente vai defender, no Congresso, o fortalecimento da assistência farmacêutica, nos países sul-americanos. Ele defende a urgente a adoção, por parte das autoridades sanitárias do Continente, de políticas públicas que incluam os cuidados farmacêuticos no contexto da saúde pública.

Cita o “Curso de Aperfeiçoamento em Diabetes para Farmacêuticos”, oferecido pelo Ministério da Saúde, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Conselho Federal de Farmácia, ADJ (Associação de Diabetes Juvenil) e outros órgãos, como exemplo de ação de saúde por meio dos serviços farmacêuticos. O curso vai capacitar 80 mil farmacêuticos de todo o Brasil, até o final de 2011, para que prestem cuidados a pessoas diabéticas.

Sobre o Congresso da FIP, Souza Santos declarou: “É a melhor oportunidade que farmacêuticos de todos os continentes tem para discutir a profissão, assimilar os avanços da ciência e apontar caminhos que levem à melhorias na saúde”. Sobre a decisão dos membros do Conselho da FIP, de escolher o dia 25 de setembro como o Dia Internacional dos Farmacêuticos, o Presidente do CFF explica que é uma forma de a categoria ter uma data para lembrar da profissão, no mundo inteiro, e fazer com que as sociedades, também, conheçam a profissão.

Fonte: Assesoria de Imprensa do CFF
Autor: Jornalista Aloísio Brandão

Em vários lugares ao mesmo tempo….

Olá Pessoal!!!

Dei uma sumidinha ne? É essa vida corrida!! Mas já to de volta!

E hoje vou falar sobre um assunto que me incomoda muito na profissão farmacêutica.

Farmacêuticos que “trabalham” ou “assinam” em vários lugares ao mesmo tempo.

Primeiro, todos sabem que tentar fazer três coisas ao mesmo tempo resultará em três coisas sem qualidade e com possíveis erros, falta de atenção e dedicação…etc…

Segundo, eu entendo que o salário não é milionário que as vezes ter dois empregos é necessario, mas temos que entender que somos profissionais da saúde! Temos que estar presente no estabelecimento que precisa de nossos serviços. Hoje, o que encontramos na maioria das drogarias é a ausência do farmacêutico e os balconistas e donos de drogarias atuando como prescritores, orientadores e conselheiros terapêuticos da população com o objetivo de vender mais medicamentos.

Só assinar e não estar presente é ILEGAL. Se o Conselho ou a Vigilancia aparecer no local ele será autuado. O fato do profissional farmacêutico aceitar esta situação deixa a atividade totalmente desmoralizada.

Sem contar o fato de que um farmacêutico ocupando cargo em três lugares diferentes, tira a oportunidade de outros que querem ingressar no mercado de trabalho e realizar um trabalho sério.

A dispensação é o ato profissional farmacêutico de proporcionar um ou mais medicamentos a um paciente, geralmente como resposta à apresentação de uma receita elaborada por um profissional autorizado. Neste ato ele informa e orienta o paciente sobre o uso adequado do medicamento. Se o farmacêutico não estiver lá para realizar este trabalho, como fica, não é???

Entao, farmacêuticos, não se esqueçam, nosso trabalho requer muita responsabilidade, façam com amor e atençao!!!

Por hoje é só gente!

Beijao

Thais