Arquivo

Posts Tagged ‘pesquisas’

Cientistas brasileiros criam curativo mais cicatrizante e antimicrobiano.

Um dos desafios de profissionais envolvidos com a recuperação de pacientes com queimaduras é abreviar o tempo de internação para evitar complicações infecciosas. O uso de biocurativos, produzidos a partir de celulose bacteriana – que possibilita a regeneração mais rápida da pele –, é uma das alternativas promissoras.

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, em parceria com a empresa Apis Flora, de Ribeirão Preto, desenvolveram um biocurativo cicatrizante e antimicrobiano à base de celulose bacteriana e extrato de própolis.

O produto foi testado in vitro com ótimos resultados. “O objetivo do biocurativo, feito em forma de película, é atenuar o tempo de tratamento e a dor de pacientes que sofreram queimaduras de primeiro e de segundo graus ou que possuam feridas crônicas”, disse Hernane Barud, coordenador da pesquisa.

Os resultados obtidos até agora mostram alto grau de eficiência do produto, principalmente na prevenção do crescimento microbiano e na liberação sustentada de própolis.

Os resultados correspondem à primeira fase do projeto, já concluída com testes in vitro. De acordo com Barud, a novidade do produto é o aprimoramento da celulose bacteriana com a incorporação de extrato de própolis, insumo farmacêutico que já fora avaliado quanto à eficácia pré-clínica e clínica em queimados por Andresa Berretta, pesquisadora responsável da Apis Flora.

“A própolis é um material resinoso e balsâmico obtido pelas abelhas que, associada à membrana, produz uma ação cicatrizante e antimicrobiana. Além de regenerar a pele, o biocurativo consegue matar as bactérias que surgem junto com os ferimentos”, explicou o pesquisador, que concluiu recentemente seu doutorado no Instituto de Química da Unesp de Araraquara sobre Materiais Multifuncionais Baseados em Celulose Bacteriana.

A Apis Flora tem patente para o extrato padronizado de própolis e, atualmente, o grupo prepara nova solicitação para o biocurativo com própolis. “Não é qualquer extrato de própolis que apresenta os resultados, mas o que a empresa desenvolveu, avaliou e depositou o pedido de patente”, ressaltou Barud.

Segundo Andresa, quando se trabalha com derivados naturais a reprodutibilidade de lote a lote é indispensável para se obter medicamentos. “Nosso grupo já avaliou essas características e tem condições de obter industrialmente lotes reprodutíveis a fim de se registrar um medicamento nos órgãos reguladores”, disse.

A membrana de celulose é produzida pela bactéria Acetobacter xylinum, encontrada principalmente nas frutas em decomposição.“A vantagem da celulose bacteriana, principalmente a produzida pela A. xylinum, é a elevada resistência mecânica conferida pela rede tridimensional formada por nanofibras de celulose”, explicou.

Com o novo biocurativo o paciente em tratamento poderá desempenhar atividades corriqueiras como tomar banho ou ficar exposto ao sol. “Como o produto é impermeável, ele funciona como uma barreira bacteriológica, sem impedir que o ferimento respire”, disse.

Liberação controlada

Barud acrescenta ainda que pela transparência e por aderir com facilidade ao leito da ferida, a película possibilitará o acompanhamento constante da cicatrização. Um dos problemas no tratamento de queimados é que o curativo convencional pode provocar lesões todas as vezes que é removido.

“O novo biocurativo poderá ser colocado diretamente na ferida sem necessidade de troca. Além disso, conseguimos desenvolvê-lo com liberação sustentada, ou seja, ele libera própolis lentamente”, disse.

A próxima etapa da pesquisa será o teste em animais. Depois de superada essa fase, o biocurativo será testado em humanos. “A meta é produzir o produto em larga escala. A previsão é que dentro de dois a três anos ele seja comercializado”, disse Barud.

Participam também da pesquisa os professores Younés Messaddeq e Sidney José Lima Ribeiro, do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, além de Andresa Aparecida Berretta, coordenadora de pesquisa na empresa Apis Flora.

————————————————————————-

Esse foi o ultimo post de 2010 do blog, espero que todo tenham tido um otimo ano e que 2011 venha ainda melhor. Agradeço a todos que leram, comentaram e participaram comigo deste site.

Estou indo viajar, voltarei no meio de janeiro com mais novidades da área.

Obrigada a todos!

FELIZ 2011!!!

Thais Nobile.

Anúncios

Aspirina diária reduz risco de câncer.

Uma pequena dose diária de aspirina é capaz de reduzir substancialmente o risco de morte por uma série de tipos de câncer, segundo sugere um estudo britânico.

A pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford verificou que uma dose diária de 75 mg reduziu em até 20% a chance de morte por câncer.

O estudo, publicado na última edição da revista científica “The Lancet”, analisou dados de cerca de 25 mil pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha.

Especialistas dizem que os resultados mostram que os benefícios da aspirina comumente compensam os riscos associados, como aumento da possibilidade de sangramentos ou irritação do sistema digestivo.

Outros estudos já haviam associado a aspirina à redução dos riscos de ataques cardíacos ou de derrames entre as pessoas nos grupos de risco.

Mas acredita-se que os efeitos de proteção contra doenças cardiovasculares sejam pequenos entre adultos saudáveis. Também há um risco maior de sangramentos no estômago e no intestino.

Porém a pesquisa publicada nesta terça-feira afirma que, ao avaliar os benefícios e os riscos do consumo de aspirina, os médicos deveriam também considerar seus efeitos de proteção contra o câncer.

As pessoas que consumiram o medicamento tiveram um risco 25% menor de morte por câncer durante o período do estudo, e uma redução de 10% no risco de morte por qualquer causa em comparação às pessoas que não consumiram aspirina.

Longo prazo
O tratamento com a aspirina durou entre quatro e oito anos, mas um acompanhamento de mais longo prazo de 12.500 pessoas mostrou que os efeitos de proteção continuaram por 20 anos tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

Após 20 anos, o consumo diário de aspirina ainda tinha o efeito de reduzir em 20% o risco de morte por câncer.

Ao analisar os tipos específicos da doença, os pesquisadores verificaram uma redução de 40% no risco de morte por câncer de intestino, 30% para câncer de pulmão, 10% para câncer de próstata e 60% para câncer de esôfago.

As reduções sobre cânceres de pâncreas, estômago e cérebro foram difíceis de quantificar por causa do pequeno número de mortes por essas doenças entre as pessoas pesquisadas.

Também não havia dados suficientes para analisar os efeitos da aspirina sobre cânceres de ovário ou de mama, mas os autores da pesquisa sugerem que a razão para isso é que não haveria mulheres suficientes entre as pessoas analisadas.

Mas estudos de larga escala sobre os efeitos da aspirina sobre esses tipos específicos de câncer estão em andamento.

O coordenador do estudo, Peter Rothwell, disse que ainda não aconselha os adultos saudáveis a começarem a tomar aspirina imediatamente, mas afirmou que as evidências científicas estão ‘levando as coisas nessa direção’.

Segundo Rothwell, o consumo diário de aspirina dobra os riscos de grandes sangramentos internos, que é de 0,1% anualmente. Mas ele diz que os riscos de sangramento são ‘muito baixos’ entre adultos de meia idade, mas aumentam bastante entre os maiores de 75 anos.

Segundo ele, o tempo ideal para começar a considerar tomar doses diárias de aspirina seria entre os 45 e os 50 anos, por um período de 25 anos.

 

FOnte: Site G1 – Ciencia e saude Link

A língua no pulmão que luta contra a asma.

Olá pessoal! Hoje achei uma reportagem interessantíssima no site da New Scientist e traduzi pra colocar aqui para vocês verem.

A pesquisa é uma parte muito importante na evolução da saúde e que com certeza deveria ser mais valorizada pois tem muita gente competente e capaz de mudar o mundo trabalhando nesta área. Confiram.

” Foram descobertos em tecidos pulmonares receptores para gosto amargo. E ainda mais, eles responderam a substancias amargas dilatando as vias aéreas de camundongos asmáticos, pavimentando o caminho para uma abordagem diferente para o tratamento da asma.

“Eles abriram os brônquios muito melhor do que os beta-agonistas, as terapias padrão para a asma”, diz Stephen Liggett, da Universidade de Maryland School of Medicine, em Baltimore, chefe do grupo que fez a descoberta.

A equipe Liggett  identificou os receptores de sabor após a triagem de genes ativos em células do músculo liso que contraem ou dilatam as vias aéreas. Eles haviam assumido que esses receptores seriam restritos à língua, palato mole, esôfago superior e epiglote.

No começo, ele e seus colegas acharam que os receptores estavam ali para detectar toxinas de plantas amargas e proteger os pulmões pela constrição das vias aéreas. Mas depois de testes-padrão de compostos amargos em ratos e tecido muscular liso, eles descobriram, que era o contrário. As drogas antimaláricas amargas de quinino e cloroquina, por exemplo, relaxam celulas musculares. Liggett acredita que esta reação possa permitir que as toxinas amargas podem ser expelidas facilmente.

Testes em vias aéreas de ratos dissecados mostraram que os compostos amargos eram três vezes mais eficazes em relaxar o tecido do que medicamentos anti-asmáticos. Isso também era verdade quando os pesquisadores deram substâncias amargas e medicamentos para a asma padrão para ratos com sintomas semelhantes à asma e mediu a quantidade de ar capaz de passar através de suas vias aéreas (Nature Medicine, DOI: 10.1038/nm.2237).

Liggett começou a triagem para substâncias amargas que poderiam ser adicionados aos inaladores para melhorar os tratamentos de asma. Mas ele duvida que consumir alimentos ou bebidas amargas iria ajudar as pessoas com asma. ” Deverá ser usada apenas na forma inalada”, diz ele.

“A broncodilatação é consistente com querer se livrar de toxinas dos pulmões”, diz Paul Breslin, do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia. “Precisamos abrir passagens para a tosse com facilidade e permitir o muco contaminado sendo empurrados para fluir bem”, diz ele. “

União Européia restringe o uso de animais em pesquisas.

Oi Pessoal!!!

Navegando mais uma vez pelo mundo cientifico virtual, vi algo que, particularmente, me interessa muito: testes clínicos feitos com animais.

Como farmacêutica, sei que se torna inevitável o uso de animais para testes nas fases de produção de um novo medicamento, mas sabemos que há exageros, crueldades e uma falta de legislação e fiscalização para o assunto.

Sou uma protetora convicta dos animais! A iniciativa da União Europeia ainda é pequena perto do absurdo que é cometido por aí, mas acho que já é um primeiro passo né? Quem sabe outros países não sigam o exemplo.

“ Será vetado o uso de grandes primatas, como chipanzés e gorilas, em testes científicos. No entanto, outros primatas (como as diversas espécies de macacos) ainda podem ser usados.

Todos os membros da União Europeia têm agora dois anos para transformar as diretrizes em lei.

Pelas novas determinações, os laboratórios terão de solicitar aprovação do governo antes de utilizar qualquer tipo de animal em testes.

Os diferentes níveis de dor, variando de leve a severa, também foram especificados nas diretrizes, na tentativa de impedir o sofrimento excessivo nos animais.

Cerca de 12 milhões de animais são usados todos os anos em laboratórios europeus.

As novas diretrizes, que vão substituir leis de 1986, também obrigam os governos a realizar inspeções regulares em laboratórios que usam animais, sendo que algumas dessas visitas tem de ser surpresas.

Diversos grupos de defesa aos animais afirmaram que as novas regras ainda não são o suficiente. O BUAV (British Union for the Aboliton of Vivisection) disse os parlamentares perderam uma grande oportunidade.

“As propostas rejeitadas incluíam restrições no uso de todos os primatas e um veto total a experimentos que envolvam sofrimento severo e prolongado.”

Mas o grupo afirmou que estava satisfeito com a regra que exige o uso alternativas não-animais sempre que for cientificamente possível.

Para o grupo Humane Society International, as novas regras ainda não impedem o “sofrimento agudo” pelo qual passam alguns animais em determinados testes.

Mas o grupo fez um apelo para que outros países, incluindo os Estados Unidos, siga a Europa para melhorar esse tipo de legislação em todo o mundo.”